• Sabrina

Já está acontecendo!

Atualizado: 29 de Dez de 2020

Semana passada, conversando com meu psicólogo, soltei a seguinte frase: “é tão legal e excitante que o que antes era um sonho, não só virou objetivo como já está acontecendo!”


Eu estava falando sobre estar fora do Brasil estudando meu Masters, poder viajar e continuar trabalhando e investindo tempo de qualidade nas coisas em que acredito!


Pouco tempo atrás, li no fb um texto dolorido de uma moça que mora no exterior e que, apesar de todos os esforços ao longo dos anos, continua se sentindo incomodada por ser estrangeira, com uma sensação de não ser boa o suficiente ou de ter que provar ser muito melhor que os locais para poder ter uma chance de ser bem sucedida! O texto falava sobre uma saudade que dói mais do que acalenta, sobre sentir-se desamparada e sobre uma brutal luta interna na obrigação de se adaptar, de tentar ser como os locais sem deixar de ser ela mesma. Um amigo na Australia e uma amiga no Japão compartilharam esse mesmo texto e um pedaço de mim ficou pensando: “por que eu não me identifico?”.


É claro que cada país tem sua cultura e, dependendo da comunidade onde nos instalamos, nos sentimos mais ETs do que qualquer outra coisa. Também tem a nossa individualidade, cada pessoa tem sua personalidade e se relaciona com o mundo da sua forma! E, não esgotando todas as possibilidades, também tem a linha do tempo de cada indivíduo onde cada fase (da vida e do novo país) tem seus próprios desafios!


Londres, Janeiro de 2008
Londres, Janeiro de 2008

Estou numa situação diferente dos meus amigos? Sim! Já conhecia bem a cidade onde moro atualmente (Londres), moro com a minha família e decidi não trabalhar esse ano enquanto fosse possível! Tudo isso me ajuda muito e me deixa muito à vontade! 


Curioso que essa reflexão me remete à infância! Desde nova sou surpreendentemente independente (minha mãe que o diga!) e nunca tive medo de ser diferente. Como qualquer ser humano, é claro que eu tive as fases difíceis de buscar ser aceita em um grupo e acabar me forçando a ser (ou parecer?!) o que não era. No fim, sempre preferi ser fiel a mim mesma e, na marra, aprendi também a lidar com a pressão social e com o que hoje chamamos de bullying. 


Tenho para mim a clareza de que ter passado por esse tipo de enfrentamento ainda criança e adolescente me deram uma bagagem diferente para a vida adulta. Ao invés de me comparar aos outros, me comparo a mim mesma em um período passado e, assim, a superação pessoal se tornou mais importante do que a competição com as minhas expectativas.


(E uma reflexão adicional, que vale outro post, é: será que dói mais quando o partir é, na verdade, fugir?)



No meu caso, por muitos anos idealizei o dia em que compraria uma passagem só de ida para o mundo para viver a experiência de não pertencer a lugar nenhum e, justamente por isso, me sentir em casa em qualquer lugar!

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